Mortes nas rodovias baianas alerta para os riscos nas viagens de fim de ano.
A semana começa com uma grande preocupação para policiais rodoviários da Bahia, por causa da temporada de viagens pelas principais rodovias do estado. Isso vai significar o aumento do números de carros de passeio pelas estradas, também coincidindo com um período em que muitos carros pesados de carga transportam mercadorias para renovar estoques de empresas de Norte a Sul do país.
A semana que passou foi marcada por tragédias em algumas rodovias do estado e, a partir desta segunda-feira(19), todas as atenções vão estar voltadas para a fiscalização de quem vai viajar para passar as festas de fim de ano fora de casa. Normalmente, são famílias inteiras que se deslocam, muitas delas com motoristas que não estão acostumados a pegar as rodovias com frequência e acabam se envolvendo em graves acidentes, muitos deles fatais.
Outra preocupação, diz Cláudio Silva, policial rodoviário, é a pressa em chegar ao destino, pois, ao encontrar o trânsito movimentado em muitas rodovias o que faz a velocidade média ser reduzida, “muitos motoristas impacientes se arriscam em ultrapassagens proibidas e se envolvem em acidentes”, diz ele.
Só na semana que terminou, dois graves acidentes chamaram a atenção. Um deles foi em Mucuri, no extremo sul da Bahia, na manhã do sábado(17), quando dois carros bateram na BR 101, com saldo de cinco mortos e uma pessoa ferida. A batida foi frontal, quando, de acordo com os especialistas, sempre deixa pouca chance para ocupantes dos carros envolvidos.
No mesmo dia, na região Oeste do estado, outras três pessoas morreram, também em uma batida frontal. Foi na BR 349, perto de Correntina, quando um dos carros saiu da sua via e vou para a contramão, batendo de fronte com um carro onde viajava um casal de idosos. Ambos tiveram morte imediata, bem como o motorista de outro carro e o estado em que os veículos ficaram dá ideia da velocidade na hora do impacto.
Em algumas estradas, alguns motoristas confundem bom estado da pista com possibilidade de usar toda a potência do carro para chegar logo ao destino. Quando isso ocorre, o risco de acidente aumenta bastante pois a velocidade limite da via é sempre desrespeitada e há imprevistos que acabam surpreendendo.
Silva, o policial rodoviário, diz que um dos motivos mais comuns de acidentes é justamente por desconhecimento a pequenas regras, como a atenção ás velocidades indicadas. “Quando a placa é colocada é porque existiu um estudo naquela via e, ao não atender àquilo, o motorista corre o sério risco de ser surpreendido de forma desagradável”, diz ele. Além disso, as imprudências são sempre vistas em lombadas e trechos com curvas ou ainda sobre pontes.
As faixas contínuas nem sempre são respeitadas e os motoristas confiam no visual, “mas elas estão ali para indicar que não é permitido fazer ultrapassagens, pois o trecho tem alguma situação de risco”, alerta ele. “Sempre, ao levar o carro para a faixa contrária e iniciar uma ultrapassagem em área de faixa contínua, o motorista potencializa o risco de acidente que vai acabar envolvendo outros motoristas que seguem a viagem de forma legal”, completa.
Quem for para a estrada, portanto, deve ficar atento a todas as normais de segurança e, muitas delas bem básicas, mas, infelizmente, desprezadas por muitos. A revisão do carro, com observação de itens de funcionamento que os mecânicos poderão observar melhor; calibragem adequadas dos pneus de acordo com o manual de instrução do veículo; uso do cinto de segurança para todos os ocupantes do carro; uso de cadeirinhas para crianças, de acordo com a lei; uso de faróis baixos durante toda a viagem.









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